sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Cientistas descobrem quarto exoplaneta potencialmente habitável

02/02/2012 | 18h40min

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quinta-feira (2) a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, elevando para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.
"Este planeta rochoso é o novo e melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos", explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.
Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km).
Ele contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra. É também cerca de 50% mais pesado que o nosso planeta.
O planeta se encontra a uma distância de sua estrela em uma "zona habitável", onde as temperaturas não são nem muito quentes nem muito frias, permitindo que a água permaneça em estado líquido.
Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela.
Esta estrela faz parte de um sistema estelar que possuí três estrelas.
Esta descoberta prova que planetas potencialmente habitáveis podem se formar em uma maior variedade de ambientes que acreditávamos, notaram os autores desta descoberta que deve ser publicada nas Cartas do Jornal de Astrofísica.

O manuscrito será publicado na internet no site arxiv.org/archive/astro-ph.
Os astrônomos utilizaram dados públicos do Observatório Europeu Austral (ESO) no Chile que analisaram de acordo com um novo método.
Eles incorporaram medidas efetuadas com os telescópios do Observatório Keck no Havaí.
IG 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Nova tempestade solar atinge a Terra durante quatro dias (Postado por Erick Oliveira)

No meio da temporada de tempestades solares mais intensa desde setembro de 2005, os cientistas afirmaram nesta segunda-feira (23) que a Terra receberá radiações de mais uma labareda até a próxima quarta (25).
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos indicou que seu Centro de Previsões de Clima Espacial, no Colorado, observou a erupção solar no domingo às 14h (de Brasília). A radiação começou a chegar à Terra uma hora mais tarde e continuará até na quarta-feira.
O campo magnético da Terra já está afetado por uma ejeção de massa da coroa solar, após uma erupção ocorrida na superfície do Sol na quinta-feira, 19 de janeiro, segundo os astrônomos. A agência governamental afirmou que a tempestade ganha força e uma onda de radiação se dirige rapidamente à Terra.
"Devido a esse fenômeno é quase certo que haverá uma tempestade geomagnética", ressaltou um comunicado da NOAA. "A labareda solar associada alcançou sua máxima altura no dia 23 de janeiro", acrescentou.
Um modelo informático feito pelo Centro de Previsões aponta que esta onda da tempestade terá seu maior efeito no campo magnético da Terra nesta terça(24).
A radiação interfere com o funcionamento dos satélites e é um inconveniente em particular para os astronautas no espaço.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Via Láctea tem pelo menos 100 bilhões de planetas, garante pesquisa

Terra Brasil - 
A Via Láctea tem pelo menos 100 bilhões de planetas, revelou um censo planetário realizado por uma equipe de astrônomos e divulgado nesta quarta-feira durante a reunião anual da Sociedade Astronômica Americana. Os resultados se baseiam em observações ..

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sondas da Nasa entrarão na órbita lunar no Ano Novo



Missão Grail começará a estudar a gravidade da Lua na noite do dia 31 de dezembro

iG São Paulo | 30/12/2011 17:30

Foto: Nasa

Ilustração mostra como as sondas Grail vão mapear a gravidade lunar
As duas sondas de prospecção espacial da missão Grail (acrônimo em inglês para Laboratório de Recuperação de Gravidade e Interior) chegarão no Ano Novo à órbita da Lua, de onde explorarão o interior do satélite, de acordo com a agência espacial americana.

A primeira sonda, a Grail-A, começará a orbitar a Lua às 19h21 de Brasília de 31 de dezembro, seguida pela Grail-B, que fará o mesmo em 1 de janeiro em torno de 22H05 GMT (20H05 de Brasília), informou a Nasa em um comunicado. Elas acionarão seus foguetes para diminuir a velocidade de modo que fiquem submetida à gravidade da Lua a 56 quilômetros da superfície lunar.

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"Embora desde a década de 1970 tenhamos enviados mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre sua superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre a Lua", disse em teleconferência de imprensa Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pesquisadora-chefe do programa GRAIL.

As duas sondas, que possuem o tamanho de uma máquina de lavar e foram avaliadas em 500 milhões de dólares cada, foram lançadas no dia 10 de setembro. As duas sondas levaram três meses para percorrer os quase quatro milhões de quilômetros que separam a Terra da Lua, sendo que o trajeto normal tripulado leva em torno de três dias para chegar ao satélite. A trajetória maior, além de cortar custos por usar um foguete menos potente, permitiu aos cientistas testar os dispositivos das sondas.

Grail-A e Grail-B traçarão um mapa da gravidade da Lua medindo os efeitos desta força sobre suas trajetórias orbitais. "Entre as muitas coisas que não sabemos sobre a Lua é por que o lado oculto é tão diferente do lado visível", declarou Zuber referindo-se ao hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra. "A resposta deve estar no interior da Lua", acrescentou a pesquisadora, explicando que a missão de estudo começará em março e deve durar 82 dias, embora os cientistas tenham pedido à Nasa que a estenda até dezembro.

A missão não está restrita aos cientistas e acadêmicos: cada uma das sondas Grail, impulsionadas por energia solar, está equipada com quatro câmaras que serão operadas por grupos de estudantes de nível médio. "Mais de 2.100 escolas em todo o país se registraram para este programa", comentou Zuber.

A Nasa chamou a missão Grail como "uma viagem ao centro da Lua" já que a medição da força de gravidade permitirá a construção de "mapas" de cem a mil vezes mais precisos sobre o interior de satélite que os obtidos até agora.

Durante a missão, as sondas orbitarão a uma distância, uma da outra, de 200 quilômetros e, segundo os cientistas, as mudanças regionais na gravidade lunar farão com que diminuam ou aumentem levemente sua velocidade. Isto, por sua vez, modificará a distância que as separa e os sinais de rádio transmitidos pelas sondas medirão as variações menores.

Desta forma, os pesquisadores poderão criar mapas do campo de gravidade. Com esses dados, os cientistas poderão deduzir o que há debaixo da superfície lunar com suas montanhas e crateras, e poderiam entender melhor por que o lado oculto da Lua é mais abrupto que o lado visto desde a Terra.

Outro dos mistérios que a missão poderá revelar, segundo Zuber, é se a Terra teve em outro tempo uma segunda lua menor. Há astrônomos que acreditam que algumas das marcas na superfície da Lua são resultado de uma colisão com um satélite menor.

(Com informações da EFE e AFP)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


Nasa divulga que planeta 'parecido com a Terra' é primeiro habitável

Redação SRZD | Ciência e Saúde | 05/12/2011 17h45
Foto: Divulgação
A agência espacial Nasa anunciou nesta segunda-feira a descoberta do primeiro planeta habitável fora do nosso Sistema Solar. O corpo foi encontrado durante as buscas por corpos similares à Terra, em uma região habitável de um outro sistema descoberto pelo potente telescópio Kepler. De acordo com pesquisadores, o fato de estar em um sistema solar indica grande possibilidade de também haver água no planeta, possibilitando vida.
O planeta, chamado de Kepler 22b, é o primeiro exoplaneta indicado pela Nasa como apto para abrigar vida. Até agora, é também o menor já encontrado em uma região habitável de um sistema com estrela similar ao Sol. Ainda assim, ele tem cerca de 2,4 vezes o raio da Terra.
Outro dado importante é de que a temperatura média do corpo é de 22 graus, confirmando a possibilidade de vida. Ainda assim, os cientistas ainda não puderam dar certeza sobre o composição do novo globo (se há predominância de rochas, gases ou líquidos).
Para um dos cientistas do programa Kepler, Douglas Hudgins, a descoberta recente é um "grande marco" para as pesquisas que buscam um planeta similar a Terra.
O telescópio tem a capacidade de registrar o brilho emitido por mais de 150 mil estrelas. O processo de descoberta ocorre quando um dos planetas passa em frente às luzes emitidas. O Kepler registra a variação de brilho, tornando possível verificar tamanho e formato do astro. Ainda assim, é necessário que o corpo passe pelo menos três vezes pelo campo indicado.
Kepler-22b está a 600 anos-luz de distância da Terra e leva 290 dias terrestres para completar uma volta ao redor da estrela do sistema.
De acordo com a Nasa, outros corpos de similaridade com a Terra teriam sido indicados por pesquisas anteriores, porém a existência destes planetas habitáveis nunca chegou a poder ser confirmada. Além disso, estruturas de tamanho parecido com o do nosso planeta foram encontradas, mas estas não teriam condições propícias para abrigar vida como a entendemos.

Comentários (3)

Isso evita spams e mensagens automáticas.
Roberto
05/12/2011 19:56:29
Impressionante a capacidade que esses telescópios tem de nos mostrar pontos longíncuos do universo. O Hubble se aposentando nos mostrou maravilhas, agora é a vez do Kepler. Se há vida ou não fora do nosso mundinho, só num futuro talvez ainda bem distante, poderemos saber...
Harold
05/12/2011 18:54:23
Tudo muito lindo e perfeito......mas.... 600 mil ano-luz é "chão que não acaba mais", humanamente inatíngivel ! ( 1 ano-luz tem cerca de 9,5 trilhões de quilômetros).
MARIO
05/12/2011 18:54:15
Eu acredito muito que exista vida fora da terra, seria impossivel dada as possibilidade pela infinidade de possibilidade que existe no universo, mas acho que é inutiu saber se existe vida fora da terra, pois jamais iremos ver estes seres, portanto acho que deveria gastar menos dinheiro pra este propósito, deveria gastar este dinheiro com os seres da terra que estão morrendo de fome e sem infra estrutura, resumindo é um tratamento desumando.

domingo, 20 de novembro de 2011


NASA cria mapa de alta resolução da Lua

Sonda da agência espacial ajuda na criação de mapa topográfico inédito

por Redação Galileu

Editora Globo
Sonda da agência espacial ajuda na criação de mapa topográfico inédito// Crédito: NASA

Astrônomos da Universidade Estadual do Arizona, em parceria com a NASA, desenvolveram o mais detalhado mapa topográfico da Lua feito até agora. A imagem mostra a superfície lunar e usa diferentes cores para representar a elevação de pequenas montanhas e a profundidade de crateras. As partes mais altas estão em branco, seguidas pelas em vermelho, laranja, verde, azul e, nas fendas mais profundas, violeta.

Para fazer o mapa, os cientistas usaram uma câmera acoplada no Orbitador de Reconhecimento Lunar, uma nave não tripulada enviada pela NASA para pesquisar a Lua em 2009. A pequena câmera – que cabe na palma da mão – consegue mapear toda a superfície do satélite em um mês e gerar imagens de alta-resolução, numa escala de 100 metros por pixel. Como a cada mês a iluminação da Lua é diferente, o mapa foi desenvolvido ao comparar as imagens capturadas pela câmera durante um ano.

No entanto, a luz do sol dificilmente atinge os pólos lunares, deixando a região escura e difícil de ser captada pela câmera. Para contornar o problema, os cientistas mediram esses locais usando um altímetro-laser, aparato que dispara raios na superfície lunar e mede sua elevação conforme esses raios são refletidos.

Segundo os pesquisadores envolvidos, esse mapa era há muito tempo aguardado pelos cientistas que estudam a Lua, e podem ajudar a entender sua formação e a planejar futuras missões ao satélite.

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domingo, 30 de outubro de 2011

Em missão da Nasa, Júpiter ajudará a revelar origens da vida no Sistema Solar

REPUBLICAÇÃO:

SEXTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2011


Em missão da Nasa, Júpiter ajudará a revelar origens da vida no Sistema Solar



O estudo sobre Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, ajudará a revelar as origens do grupo planetário graças à missão Juno da Nasa - agência espacial americana -, que parte nesta sexta-feira a uma viagem de cinco anos que tem como meta surpreender não só com respostas, mas com descobertas inesperadas.
A missão Juno é a segunda missão eleita sob o plano "Novas Fronteiras", um programa misto entre a Nasa e o setor privado, centrado em um projeto para a prospecção do Sistema Solar com um orçamento de US$ 1 bilhão.
Juno, a deusa da maternidade e protetora das mulheres na mitologia romana, partirá ao encontro de seu marido Júpiter, a principal deidade do panteão romano, a bordo do foguete Atlas V a partir do Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral (Flórida), na busca de respostas científicas.
Em entrevista à Agência Efe, Adriana Ocampo, da divisão de Ciências Planetárias da Nasa e responsável pela missão, indica que, entre as incógnitas que se deseja desvendar, está o papel exercido por Júpiter na evolução e na origem do Sistema Solar e da Terra.
Este planeta de grandes dimensões tem um grande campo magnético que atuou como barreira para impedir que as moléculas dispersas no Universo no princípio de sua história ficassem de fora do Sistema Solar e permitissem o surgimento de vida.
Seu campo gravitacional conseguiu apanhar as moléculas de hidrogênio e oxigênio com as quais se forma a água, ingredientes fundamentais que proporcionaram o desenvolvimento dos oceanos e da atmosfera da Terra, que criaram as condições necessárias para a vida.
"Em vez de ter sido totalmente árida, como teria sido se não tivesse tido moléculas de água e atmosfera, lhe deu a oportunidade de poder capturar essas moléculas levianas", indica Ocampo. Segundo ela, a pergunta que fica pendente para a missão Juno é "por que na Terra surgiu a vida como a concebemos, e não em outros planetas".
"Sabemos que, para a vida, são necessários pelo menos três ingredientes: matéria orgânica, água líquida e uma fonte de energia", como aconteceu na Terra, "mas há outros lugares em nosso Sistema Solar que possam ter tido ou estão tendo essa combinação, o que torna esta missão especialmente interessante", explica a responsável.
Já é conhecida a composição gasosa de Júpiter, principalmente de hidrogênio e hélio, mas a comunidade científica não sabe onde começa o núcleo e se tem uma parte sólida, dúvida que buscarão desvendar com a missão Juno.
Outro dos objetivos é analisar as mudanças climáticas de Júpiter e o impacto que elas têm para a Terra. Desde o século XVII os cientistas observaram a "grande mancha vermelha" de Júpiter, uma tempestade cuja área é duas ou três vezes o tamanho da terrestre e que permanece no planeta há mais de 300 anos.
"Não conhecemos o mecanismo que faz com que uma tempestade dure centenas de anos. Se pudermos entender o sistema climático tão complexo de Júpiter, também vamos poder entender o sistema climático de nosso planeta e, talvez, prever com melhor precisão ciclones e furacões", assinala Ocampo.
Ela destaca que o campo magnético de Júpiter é tão forte que, "se fosse maior, teria sido uma estrela, não um planeta, e nosso Sistema Solar teria sido binário", ou seja, teria duas estrelas. "Mas não chegou a ter a massa suficiente para surgir como uma estrela".
Depois de mais de seis anos de preparação, a missão Juno partirá nesta sexta-feira e Ocampo considera que, tanto para ela, como para a equipe de 250 pessoas que trabalha na missão, é muito gratificante, já que "se conseguiu fazê-la ao custo atribuído e no tempo determinado".
Quando chegar a seu destino em 2016, Juno dará 33 voltas pela órbita de Júpiter para tentar responder algumas dessas perguntas. "Tenho certeza de que haverá muitas descobertas que não esperávamos", salienta a cientista.
EFE